Pra que a pressa?


Falta tempo, falta vontade, falta paciência.

Enquanto corremos freneticamente para chegar, sabe-se lá onde, vamos deixando pelo caminho os detalhes que tornam a vida significativa: uma conversa que surpreende, um olhar que toca, um tom de voz que comunica mais que a articulação das palavras.

Perdemos a conexão orgânica e passamos a funcionar e a nos relacionar por intermédio de ferramentas que editam a vida. Cortam os desconfortos, pintam e igualam os tons escondendo as diferenças, filtram os olhos, que, a essa altura já deposto do seu lugar de fala. A voz perdeu espaço nas entrelinhas que se afunilam. E o que a gente perde?

Perdemos as referências do que nos nos fez, do que nos e faz ser e nos atualiza.

Perdemos o outro, perdemos a nós.

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